Previsão desta semana e de três entregas do imunizante até quarta-feira. Farmacêutica já enviou 3,4 milhões de doses ao governo brasileiro em 5 remessas.
O sexto lote da vacina contra Covid-19 da Pfizer/BioNTech está previsto para chegar ao Brasil nesta terça-feira (1º), em voo agendado para aterrissar por volta das 20h no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Nesta remessa serão enviadas 936 mil doses.
Para esta semana, a Pfizer programou três voos que vão totalizar 2,4 milhões de doses do imunizante. Além do que desembarca nesta terça, estão confirmadas viagens na quarta e quinta-feira. Todos os voos partem de Miami (EUA).
Até o momento, 3,4 milhões das 200 milhões de doses contratadas pelo governo federal já chegaram ao país. A Pfizer diz que vai cumprir o cronograma de entrega total até o final de 2021.
As entregas
A Pfizer utilizou o Aeroporto de Viracopos para todas as entregas ao Brasil até agora. A primeira remessa teve 1 milhão de doses e foi recebida pelo país em 29 de abril, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.
O segundo lote com 629 mil doses foi entregue no dia 5 de maio, enquanto outras 628 mil doses, da terceira remessa, chegaram no dia 12 deste mês. A quarta remessa, com mais 629 mil doses, chegou ao terminal de Campinas no dia 19 de maio.
O quinto e mais recente lote desembarcou no dia 26 de maio, com 629 mil doses de vacina.
Condições especiais
As doses da Pfizer precisam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias. Ainda em 2020, a empresa informou ter desenvolvido uma embalagem especial com temperatura controlada que usa gelo seco para manter a condição de armazenamento recomendada.
Ao chegarem às salas de vacinação, as doses serão mantidas a uma temperatura que varia entre 2°C e 8°C, e precisam ser aplicadas na população em um período de até cinco dias.
Histórico
A vacina da Pfizer/BioNTech foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal. Ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.
Também em dezembro, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas.
A vacina foi a primeira a obter registro sanitário definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em fevereiro deste ano.
O imunizante pode ser aplicado em pessoas a partir de 16 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas.